O corpo da recepcionista foi encontrado nas proximidades da Fazenda Palma, às margens de uma estrada de terra de jurisdição goiana, no sentido de Luziânia, em meio a uma grande quantidade de pneus queimados. Uma irmã da vítima a reconheceu pela roupa e pelos aparelhos nos dentes que a vítima tinha colocado recentemente.
Segundo um agente de polícia do Novo Gama, Eliane estava grávida de quatro meses do namorado, um sargento da Polícia Militar do Distrito Federal. Ela deixou duas filhas, uma de 9 anos e outra de 11 anos que são filhas da vítima com o ex-marido.
A família de Eliane afirma ter certeza de que o fotógrafo teria cometido o crime porque ele teria dito às filhas que iria matar a mãe delas. De acordo com a irmã da vítima, Eliene Moreira, há dois meses ele perdeu a guarda das filhas para a recepcionista e por isso estava revoltado. “Ele não aceitava ter perdido as meninas. Acreditamos que a intenção dele era matar minha irmã, pegar as meninas e sumir com elas, mas como descobrimos o assassinato rapidamente ele teve que inventar a história do médico em outra cidade para tentar se safar da acusação”, comenta Eliene.
Ex-marido nega e diz que tinha ido para uma consulta
Segundo um agente, Jerônimo tinha combinado de pegar as meninas na hora do almoço para passear, mas depois desmarcou o encontro dizendo que tinha ido até Alexânia (GO) fazer uma consulta com um otorrino. Ele contou ainda que na manhã do crime teria ligado para a filha de Eliane, de 11 anos, dizendo que não iria poder pegá-la na escola e que estava tentando avisar a mãe dela, mas não estava conseguindo.
A filha de 11 anos da recepcionista comentou, na manhã de hoje, que tinha visto o pai juntando uma grande quantidade de pneus na casa de um amigo e que ele a teria levado para passear com a irmã durante o final de semana no local onde a mãe foi encontrada morta. “Então quer dizer que aqueles pneus eram para matar minha mãe?”, questionou a menina. Caso seja comprovado que o fotógrafo cometeu o crime, ele vai responder por homicídio.
Casal tinha 3 anos de registro de agressões
O histórico de agressões do fotógrafo sobre a ex-mulher é um dos aspectos que o colocam sob suspeita. Ocorrências registradas em 2006, 2007 e 2008, em Goiânia, levam a polícia a desconfiar dele. Os processos, porém, não foram à frente porque a mulher sempre entrava em acordo com ele.
Eles ficaram casados durante nove anos e teriam se separado há quatro anos. O casal morava em Goiânia e depois do término do relacionamento Eliane mudou com as filhas para a casa da irmã no Pedregal (GO). A mudança seria mais uma insatisfação do marido. Segundo a polícia, Jerônimo também teria comprado uma casa no Pedregal para ficar mais tempo perto das filhas e tentar reatar com a ex-mulher.
A família pede justiça e está revoltada pelo fato de o suspeito ainda não ter sido preso. Eles estão com medo de que ele tente fazer algo contra as filhas. “Como ele quer ficar com as meninas, estamos preocupados de que ele tente fazer algo para roubá-las de nós”, comenta uma irmã da vítima. O enterro de Eliane estava previsto para as 16h30 de hoje no Cemitério de Taguatinga.